Manu Lafer

Músico e Compositor

A Lente do Homem (DVD)

A Lente do Homem - DVD

Primeiro registro ao vivo de Manu, gravado no 1 Studio dos empresários João Paulo Diniz e André Gomes, o show teve direção musical do parceiro de sempre Fabio Tagliaferri. O DVD A Lente do Homem, também nome da canção mais representativa e mais tocada de Manu, comemorou seus dez anos de carreira com uma coletânea dos quatro primeiros álbuns, acrescida de inéditas como Festiva – que adequadamente abre o show – e a canção de amor Making Of, que também aborda o interesse crescente do púbico em geral em torno do “como” em detrimento do “quê”.

A direção é de Déo Teixeira, que imprimiu ao DVD uma linguagem ágil e próxima do espírito de Jazz On A Summer’s Day, documentário de Bert Stern (publicitário conhecido pelas últimas sessões de fotos de Marilyn Monroe), que filmou pela primeira vez o jazz a cores, sem fumaça e sem tristeza, em 1958.

O DVD é enriquecido pelos extras, a começar por um making of com entrevistas e imagens de acervo pessoal, incluindo algumas que mostram de relance a atividade do Dr. Manuel Lafer, médico que atende índios. Outro extra é uma impressionante visita ao Recôncavo Baiano, guiada por Mateus Aleluia, que pertenceu aos lendários Tincoãs, cuja influência é nítida nas carreiras de Gilberto Gil e João Donato, especialmente nas parcerias dos dois nos anos 1970 que resultaram num dos álbuns de Donato, Lugar Comum, de 1975. Um terceiro extra reúne Luiz Tatit, a maior influência no trabalho de Manu, e Jonas Tatit, interpretando Release, do grupo Rumo, canção que inspirou a faixa Making Of. Dori e Danilo Caymmi apresentam uma pouco conhecida versão de O Bem do Mar em hebraico, num outro extra. E, por fim, temos Poesia e Prosa, tocada como foi composta originalmente (não como seria depois gravada no CD Ta Shemá) por Manu em parceria com Danilo Caymmi e Antonio Candido, que numa entrevista também registrada no DVD discorre sobre as abreviações que levaram às mudanças dos nomes das cidades de Minas Gerais. O show tem participações de Dadá Sardenberg, Ná Ozzetti, Cris Aflalo, Josyane Melo, Germano Mathias e Danilo Caymmi, com a banda formada pelos músicos Fabio Tagliaferri (viola de arco e baixo), Mario Manga (voz, bandolim, violoncelo e guitarra), Adriano Busko (bateria e percussão), Ubaldo Versolato (saxofone e flauta) e Sérgio Bártolo (baixo).

Faixas
1. Festiva (Manu Lafer)

A tua voz de vida me dizima
E a crise vai me conduzir
Pisar, disparatar, pra tua voz festiva
Se destinar a mim na volta por cima
Ensina os teus sapatos, principia,
Na espera que não procrastina
Me estima, vai insistir na minha paixão,
A minha Capelinha Sistina
Ainda mais mandona e Brasília
Sereia, prima dona e minha dona

Será que eu serei dessa peixona?
Como? Quando?
Quando essa peixona se apaixona
(bis)

O pato… O pato… O pato…
O pato… O pato… O pato…

2. Coração Brasileiro (Manu Lafer)

Araguaia, Taquari (bis)
Maicuru, Sucunduri
Com Justina em Tocantins
Ao te ver eu não te vi
E ao chegar me despedi

São Francisco, Uaupés (bis)
Fiz com Célia o Solimões
Palma, Doce, Piquiri
Eu também te vi beijar
Teu gostar fugir de mim

Piraju, Pirajuí (bis)
Pra Joana, Piraí
Pra Marcela, Alô Brasil
De presentes te cobri
Com desculpas te perdi

Curitiba, Ibiaí (bis)
Preto, Pardo, Ribeirão
Vila, Porto, Clara não
Igapós, igarapés
E o vazio de mãos e pés

Por que eu fui nascer assim? (bis)
Luciara, Araguari
Araucáia, Aracati
Nipuã, onde eu te quis,
Sem Marluce, Imperatriz

Rubelita, Guaraci
Tapa Olho, Teuni
Ariquemes, Cambuí
Rio, Lutécia, Jataí
Dessa vez não prometi
Mas eu acho que cumpri

3. Martha (Manu Lafer)

Eu trago seus olhos na minha cabeça (bis)
Que nem fantasia, bonita, apareça,
Adoro ouvir você falar
Por cima do salto e atrás do balcão
Essa mulher é um avião
Você era aeromoça, você era enfermeira,
Você era ascensorista, você era dançarina

Martha, você é tanta coisa pra mim,
Martha, você me mata

Eu trago seus olhos na minha cabeça (bis)
Que nem fantasia, bonita, apareça,
Adoro ouvir você falar
Por cima do gloss e atrás do batom
Que trabalhou de sol a sol
Vi você toda de branco, vi você toda de preto,
Mas você sem cor nenhuma, poderia ser modelo

Martha, você é tanta coisa pra mim,
Martha, você maltrata

4. Com Fantasia (Manu Lafer)
Participação: Agda Sardenberg

Ele:
Fantasiar não é sonhar
Já sonhar
É a noite acabando
Não é pra crer,
Nem é pra ter
Faça tudo agora
Para mim,
Na madrugada,
Sem porque
Você vai acontecer
Eu não quero amanhecer
Porque eu te quero
E nada mais

Ela:
Você
Por que me quis?
Destino?
Vida?
Fala!
Você vai jurar
Deixar de sonhar
Não é você
Só nós dois
Sabemos o que nós fazemos
Para a madrugada
Acordar mais tarde

5. Bonitona do Primeiro Andar (Durum Dum Dum, pseudônimo de Germano Matias, Jorge Costa)

Estou encabulado com aquela dona,
Aquela dona, bonitona do primeiro andar
Nem por decreto, sai do meu caminho
E não deixa de me perturbar.

Me telefona, todo dia toda hora
Manda bilhete e recado também

Anda falando pra Deus e o mundo
Que por minha causa arrasta até um trem
(bis)

Diz que vai num Pai de Santo, vai levar meu nome,
Pra conseguir conquistar o meu coração
Um bonde errado, ela vai tomar
Ora se vai,vai sofrer uma desilusão

Mas eu que não sou bobo, também gosta da Umbanda
Por isso mesmo, vou me preparar

Vou pedir ao meu protetor
Pra mais depressa possível, o meu corpo fechar
(bis)

6. Making Of (Manu Lafer)

Bravo! Gravo um DVD
Dedicado pra você
Se essa mídia soçobrar
De cantar, já retratei
Posso espezinhar, posso enaltecer,
Teu cabelo em meus dedos
Me desbanca e te finca

Making of encafifei
Sossegado, irado, irei
Se essa imagem congelar
Cedo às ilhas aquecer
Posso elucubrar, posso estarrecer
Teu cabelo em meus dedos
1ª vez: Me desdenha e cogita
2ª vez: Me desdenha e te traz apraz, estás demais

7. Conversa de Japi (Manu Lafer, Danilo Caymmi)
Participação: Ná Ozzetti

Eu quero ver de um em um,
Lugar onde parente foi morar,
Em tronco, em copa alta, em buriti,
O fim da minha vida é ver japi

Eu vou parar para escutar o seu tupi
Ouvir conversa mole de japi
Que nenhum japi monopoliza
Cantando sempre o mesmo som
Que um outro interrompe ao plagiar
Coral igual, canoro e natural,
Varia, a cada aldeia do meu rio

Arremeda ventre do japi
Amarelo e negro pra cobrir
Ali, ali, pena do japi (bis)

8. Depressa, Amor (Manu Lafer)
Participação: Ná Ozzetti

Depressa, amor,
Que o mundo cansa
De esperar
Depressa, amor,
Veja a vida
Não como ela está
Depressa,
Que é você quem vai chegar,
Depressa,
Que sei quem você será

Depressa, amor,
Tudo azul
Ou tudo rosa já
Depressa, amor,
Preto e branco
Só se for filmar
Depressa,
Que é tempo de passar,
O tempo desse mundo
Quem sonhar

9. Catraca (Manu Lafer)

Tá pronta pra aprontar?
Catraca eu saltei pra te atracar
Troca teu pé pra cá
E baila pra jubilar
(bis)

Diz pro gorilão
Diz quem vai pagar
Sabe quem será?
É essa que tá aqui atrás

Interpretei pra entrar
Um mambo de cuba popular
Vim pendurado em pé
Pois é pra te encalacrar
(bis)

10. A Lente Do Homem (Manu Lafer)
Participação: Cris Aflalo

Eu leio o céu de baixo
Até sem telescópio
É que o céu sou eu
Porque o céu é um ser
Eu leio a mão de cima
Até sem microscópio
É que a mão é Deus
Porque a mão é um ser

E se a lente do homem vê Deus
Onde a lente de Deus vê o homem
Saber é a imagem da fé
Que do outro se crê
E se do núcleo da célula
A íris espelha o destino
O dilema: ou a morte,
Ou o bom e o belo e o dom

Eu leio o céu de baixo
Até sem telescópio
É que o céu sou eu
Porque o céu é um ser
Eu leio a mão de cima
Até sem microscópio
É que a mão é Deus
Porque a mão é um ser

E se o amor é a fé,
Que do prisma do afeto
É o fim que é o feto
Onde o ventre é o teto que o tato tocou
E porque há sinfonia
Há também harmonia,
Há também melodia
E o dia e o ia e o A que criou

11. Física (Manu Lafer)
Participação: Cris Aflalo

Uma de nós é você
Em nós dois somos um
Outra, uma
Uma, um
Tempo de encontro
Sem nó e sem ponto
E sem outra que outro não possa
No ponto do tempo
No tempo do ponto
Ao contrário encontrar,
Ao contrário, encontrar,
Ao contrário, encontrar

Uma das suas sou eu
Em nós dois, somos um,
Outra, um
Uma, um
Tempo do junto,
Num voz, noutro assunto,
No tudo do junto
Nem voz, nem assunto,
No pronto do junto,
No junto do pronto,
Abraçava, abraçar,
Abraçava, abraçar,
Abraçava, abraçar

Dois corpos
Podem ocupar
Tempo e lugar
Vem cá desafiar
As leis da física
(bis)

12. Arapuca (Manu Lafer)
Participação: Josyane Melo

Decora cantando na chuva
Trabalha no chão do chuveiro
Tem gata no teto e na tuba
Da boca botando trombone

Teu nome que não é de hoje
Que ensaia e que já toma posse
Da pose e do close da dose
De mais uma nota de osmose

Teu nome que dança quadrilha
Que anima, esmerilha e socorre,
Da pose e do close da dose
De mais uma nota de osmose

Assim, não se afoba e não mexe,
O rabo do gato te envolve
O pé te formiga e agora?
A luz some com microfone

Na voz de glicose
Que brinca na ducha de brinco e lá vem
A conta de água gaúcha lá vem
Ela é mais ela, é mais uma,
A glória da banda que estoura
A banda dissolve e resolve
Se manda no fim da semana

Tem arapuca na Sapucaí
Tolera a pulga dessa culpa aí
(bis)

13. Sem Letra (Manu Lafer)
Participação: Josyane Melo

Vai, sem letra, vai,
Vai, sem medo, vai,
Vai, que eu te amo, vai,
Vai cantar haicai

14. Lá Vem O Jacó (Jorge Costa/José Ramos)
Participação: Germano Mathias

Lá vem o Jacó
Um abraço pra vocês
Que eu vou desguiar porque
Se o Jacó me ver
Vai querer receber
Mas hoje não posso pagar

Lá vem o Jacó
Eu vou correr, vou me esconder, vou desguiar
Desguiar por quê?
Se o Jacó me ver
Vai querer receber
Mas não posso pagar

O Jacó me vendeu
Um relógio de ouro
E um anel de metal
O anel não é bom
Mas em compensação
O relógio é legal

Não pretendo dever ao Jacó
Porque tenho moral
Se eu lhe pagar agora
Com o dono do empório
Vou passar mal

15. Amigo de Garfo (Manu Lafer)
Participação: Germano Mathias

Se a sua morada não fosse do Bruno
Se a danada da Yvone não soubesse cozinhar
Se o Mati não soubesse latir
E se você não soubesse cantar
Você acha que eu vinha te visitar? (bis)

Traz o garfo e o prato,
Traz os sambas do Caco
Faz um filé de bule pra nos acompanhar

E agora rebola esse queixo
Rebola que eu deixo você rebolar
(bis)

16. Eu Vou Te Pegar (Manu Lafer)

Eu fui dançar, atrás do meu amor (bis)
O meu amor saiu à noite
Foi colorida pra boate
Eu fui atrás dessa mulher
Numa pista de dança
Ela viu, me distraiu,
Fugiu lá pra cozinha
Pulou uma janela escondidinha (bis)

Eu fui pra rua, atrás do meu amor (bis)
O meu amor olhava sempre,
Mudava logo de calçada
Eu fui atrás dessa mulher
Num beco sem saída
Ela era o meu sorriso,
Em grito, em flor florida,
Subiu numa escada em caracol (bis)

Comi degrau, atrás do meu amor (bis)
O meu amor atravessava
A sala, a sala de entrada
Eu nem vi que eu tava ali
Que aquilo era uma casa,
Eu nem vi que eu estava ali,
Num quarto decorado
Lenço, lençol e cobertor (bis)

Eu vou te pegar,
Vou te pegar
E nunca mais ficar sozinho
(bis)

17. Grandeza (Manu Lafer)
Participação: Mario Manga

De modo algum essa vontade mudaria
A força bruta, ao lutar, não moveria
O sol que brilha, na ilusão da autonomia,
Porém fadado a circular em torno à filha

De esperança e de amor a terra cresce
E a imagem do Cruzeiro resplandece
Na força humana, que ninguém demoveria,
E o que seria do Cruzeiro sem Maria?

O Céu esquece
De nos olhar
Mas nos parece
Acompanhar
(bis)

Só mesmo a luz que cria o mundo explicaria
Do caos um raio para a terra migraria
Pra nós de dentro, viveria, entrando em órbita,
Para os de fora, reta e ponto, sumiria,

Como uma assíntota na crista da partícula,
Ao som do Alef e varrendo a apocatástase
Essa Grandeza do Sem-Nada contraída
Sem ver estrelas que nos aconteceria?

O Céu esquece
De nos olhar
Mas nos parece
Acompanhar
(bis)

18. A Dança (Manu Lafer)

Bate aberta a porta da casa
E sai, noite escura, de pobre luar
Trança os braços torto
E ganha a cidade deserta
Decide parar
Ela não tem pensamento
Não é igual nem aumento
Corpo de pele e olor

Tira a camisa, que pisa
Descalça, despida, distante do chão
Gira a saia solta
Na dança do tempo perdido
Visão, ilusão
Ela não quer companhia,
Não é nem pareceria
Febre de se abandonar

Seus cabelos grandes e loiros
Escondem metades de se adivinhar
Os ombros oblongos,
O rosto, o rastro,
As curvas, que o vento cortar
Ela não tem sentimento
Não tem sorriso ou lamento
Tonta de passo e de olhar

19. Cândido (Danilo Caymmi)
Participação: Danilo Caymmi

Eu sou calmo feito um furacão
E frio pra festejar meu coração
Como o fogo de artifício esquento
E quem me tenta, tenta amparar

Sou atiçado e postiço
E só sei gritar (sei gritar)
Como o Oceano Pacífico
E os polos do mar

Sou antiquado e castiço
E só sei amar (sei amar)
Como as Bermudas,
Medusas, golfinhas, corais

20. Pedir Pra Voltar (Dori Caymmi, Danilo Caymmi, Manu Lafer)
Participação: Danilo Caymmi

Mostra
Ouço de ti, só,
A minha história contada
Cada, cada minuto,
Eu vou pedir pra voltar

Gosta?
Faça um poema
Que tenha a beleza da arte
Falte, com a verdade,
Sem me deixar terminar

Tenho sido tão intenso
E tão sofrido
Coisa estranha
O meu sorriso,
Recupera teu amor
Hoje em dia eu sou contido,
Sou fiel, arrependido,
E só penso “o que passou…

…Passa”
Passa pro fim, já,
Para que a graça arrebate
Dar-te, dar-te o destino,
Esse é meu hino e não mais (3x)

Extras
Murundum (Danilo Caymmi) / A Lente Do Homem (Manu Lafer)

No cerrado incalculado
No grotão desembestado
Desertado, desbastado,
Vi cobiça, apavorado,
Vi sevícia, ensimesmado

Fui chorar, longe, no mato,
Sem feitiço eu morro grato
Sem miséria, sem contato,
Sem façanha, artefato,
No sertão desamparado

Murundum, murundum (4x)

Marrombo vai rezar,
Salvar o Juruá,
Iara, Caraíba,
Mata a mata pra acabar
Paié vai se juntar,
Pegar o mamaé,
Kubé, se pega queima,
Mata a mata pra acabar
(bis)

Murundum, murundum (4x)

Poesia E Prosa (Manu Lafer, Antônio Candido De Mello E Souza, Danilo Caymmi)

Santa Bárbara do Garimpo das Canoas
Nossa Senhora das Dores do Aterrado
Santa Rita de Cássia (bis)
Vila Formosa do Senhor Bom Jesus dos Passos
(bis)

Nossa Senhora das Dores da Ponte Alta
São Francisco das Chagas do Monte Santo
Santa Cruz das Areias (bis)
Divino Espírito Santo da Forquilha

O pano sobe desvendando Claraval, Ibiraci,
Cássia, Passos, Babilônia, Monte Santo
O pano sobe desvendando Claraval,Ibiraci,
Cássia, Passos, Fortaleza, Delfinópolis

O Bem Do Mar (LaDayag) (Dorival Caymmi, Jacob Shabbetai)

דייג שתי אהובות
אחת בחוף אחת בים
זו שבחוף תשאר בודדה על החוף
כשאנחנו יוצים אל הים
זו שבחוף גם בוכה
או כובשת בכיה
כשאנחנו יוצים אל הים
זו שבים היא הים היא הים
שנושאת כולנו
לדוג בין גליו

Release (Luiz Tatit)

Nascido em 74 com uma história singular
Levava a bandeira de ser um grupo novo
Já tinha uma biografia razoável
O tempo passava e o grupo continuava novo
É singular
(Em que ano que foi?)

Por volta de 77 uma dica despertou
Um grande interesse pelos precursores
E foi um tal de ouvir 78 rpm
E foi uma mania de Noel e Lamartine
Um porre de música antiga todo dia
Que alegria! Que alegria!
E quando acabava o dinheiro
Daquele jeito que nem pro consumo
Um dizia: “eu arrumo”
(E ficou RUMO)

Formado por uns meninos que viviam meio mal
Gostavam muito de música
Mas sem tino comercial
Formado por uns meninos
Só podiam passar mal
Gostavam muito de música
Mas sem tino comercial

Veio 81
E a primeira gravação
Não obstante, ser um grupo estreante
Numa linha independente
Pôs dois discos no mercado
Que loucura! Que loucura!
Dois discos sem ter uma estrutura!

Veio 83
E novo disco, sim! Outra vez
E o grupo repetia que não ia mais parar
Parar, parar, não parava de gravar
E dito e feito
Foi um disco atrás do outro
Sem contar alguns compactos
Que lançavam só de gosto
Foi se tornando notável
Uma música vendável
Só que não tocava em rádio
Que situação constrangedora.
Tudo sem uma gravadora
No mínimo, é um fenômeno

Chegando em 2004 o grupo festejou
Os trinta anos de sua independência
E, pela primeira vez, nas rádios de audiência
Os locutores gritando
“É um grupo novo”
É singular!
(bis)

(Em que não que foi?)

Onde encontrar

Tratore Amazon  Deezer  YouTube Music  ITunes  Spotify

Scroll Up