Manu Lafer

Músico e Compositor

projetos autorais

Something old and new
Gimme 5
Completing a trip nearby
Buckskin
Nobody But You
Somebody Like Me
The Word
Forrós Pé de Serra
As Luas de Marte
Um lado meu que você não conhece
Trip the light fantastic
Como tu ninguém
Someone like you
Canto Casual
Mané Mandou
Ta Shemá
A Lente do Homem - DVD
Grandeza
O Patriota
Doze Fotogramas
Baião da Flor

Em Something Old And New, Manu Lafer tem como convidado o clarinetista e saxofonista tenor Ken Peplowski, que colaborou com Benny Goodman e é considerado seu maior intérprete. Aprofundando uma parceria que já vem de três discos, Ken responde pela concepção, pela produção musical e pela seleção de repertório – que vai de Paul McCartney a Irving Berlin e Bob Dylan; do jazz ao folk e ao bluegrass, passando por canções e autores conhecidos e outros nem tanto. Com participação de músicos excepcionais em arranjos criativos, Manu está à vontade para mostrar sua evolução cada vez maior como intérprete, dessa vez num repertório folk e pop.

O álbum Gimme 5 foi gravado em Nova Iorque por um time de expoentes do jazz nos instrumentos e nas vozes – mas um legítimo representante da “escola” brasileiríssima de João Gilberto. Quase todo cantado em português, contou com a produção do parceiro Sandro Albert e com a guitarra inconfundível, a voz e a parceria do gigante Toninho Horta. Gimme 5 é também o 20º trabalho lançado por Manu Lafer – uma adequada e merecida comemoração para seus 20 anos de carreira, completados em 2018.

A paixão de Manu pelos standards americanos foi levada ao palco do Tupi or Not Tupi, casa de shows paulista que se tornou referência da música brasileira de qualidade. O registro dessa temporada deu origem ao álbum Completing a Trip Nearby, com a voz de Manu apoiada por uma formação enxuta e tipicamente jazzística, com a guitarra de 7 cordas (e direção musical) de Ricardo Baldacci, o baixo acústico de Vanessa Ferreira, o piano de Michel Santos e a bateria de Alex Duarte. Na set list, como sempre, jóias do American Songbook com sotaque bem brasileiro e algumas canções do próprio Manu.

Buckskin é o álbum que homenageia o guitarrista Bucky Pizzarelli, lenda e decano do jazz, mestre da guitarra americana de sete cordas e pai do cantor e guitarrista John Pizzarelli, amigo e divulgador do trabalho de Manu. Busckskin é o apelido de infância de Bucky, que neste álbum compartilha com o intérprete Manu sua guitarra, seu estilo e seu repertório, num projeto ambicioso e abrangente, em que o time especial de músicos reunidos proporciona ao ouvinte um delicioso passeio para ouvidos e corações.

Nobody But You é um trabalho maduro de Manu como intérprete, mais uma vez cantando standards americanos. Emblematicamente gravado em Nova Iorque, com arranjos dos virtuoses da guitarra Jack Wilkins e Howard Alden, acompanhados pelo baterista Mike Clark e pelo contrabaixista Andy McKee. O repertório privilegia o swing, uptempo e alegre, cantado em tons abaritonados. O vibrafonista Chuck Redd participa de quatro faixas.

Bobbie Gentry é uma cantora americana que fez um sucesso meteórico, chegando a bater os Beatles nas paradas em 1967 e a ter um programa próprio na BBC, para depois encerrar precocemente a carreira no show business. O álbum Somebody Like Me é um tributo a Bobbie, em que o intérprete Manu Lafer mostra seu lado de pesquisador incansável, curioso e de bom gosto, que resgata repertórios pouco conhecidos, alternado-os com seu próprio trabalho autoral.

The Word é um “combo” contendo um CD com 13 faixas compostas por Manu e um DVD, tudo gravado ao vivo. São canções em inglês, em sua maior parte versões para obras de Manu já gravadas por ele, acrescidas de algumas inéditas – como a que dá nome ao álbum. O motivo: ganharem a interpretação da norteamericana Maude Maggart, estrela da nova geração da chamada cabaret music, acompanhada pelo pianista Ehud Asherie e pelo guitarrista Howard Alden, que é também responsável pelos arranjos. O DVD tem direção dos premiados Juliano Salgado, Stefano Capuzzi e Fillippo Capuzzi.

Forrós Pé de Serra foi gravado com o Catedrático do Samba e parceiro há mais de 20 anos, Germano Mathias, que, apenas depois de muita insistência, aceitou o convite de Manu para interpretarem juntos uma seleção de saborosos forrós, em arranjos típicos de Luizinho Sete Cordas e direção musical de Marcelo Barro, filho de Osvaldinho da Cuíca.

As Luas de Marte é um álbum gravado em parceria com Luis Brasil, guitarrista e arranjador baiano, num trabalho inspirado pelas músicas feitas por Luis para sua filha mais nova. As faixas são cantadas por Karina Zeviani (em A casa do taxista junto com Mariana Bernardes).

Em Um Lado Meu Que Você Não Conhece, Manu interpreta sete de suas músicas e outras de Mario Lago, Noel Rosa (com Vadico), Tom Jobim (com Newton Mendonça) e Cole Porter, acompanhado pelo violão – e pela voz, em duas faixas – de Dori Caymmi.

O lado intérprete de Manu voltou aparece em Trip The Light Fantastic, com repertório garimpado mais uma vez entre standards americanos, que Manu canta acompanhado por Swami Jr. no violão de sete cordas e por Howard Alden na guitarra de sete cordas. São canções menos conhecidas de Nat King Cole, da Broadway e do rádio americano dos anos 1930 e 1940.

Como Tu Ninguém é mais um álbum de Manu como intérprete, produzido a partir de uma exaustiva pesquisa de repertório e ritmos brasileiros. Neste ele conta com a parceria de Mateus Aleluia, baixo dos lendários Tincoãs, além da cantora Mariana Bernardes e do também cantor e médico Chico Aguiar.

Os CDs Canto Casual e Someone Like You foram lançados simultaneamente. Canto Casual foi gravado com uma pequena formação jazzística (teclados, guitarra, baixo e bateria), com arranjos do mestre Letieres Leite, fundador da grande Orquestra Rumpilezz, que trouxe sua marca baseada na música modal e no afrobeat.

O CD “irmão” de Canto Casual, Someone like you, mostrou o Manu Lafer cantor e pesquisador dos standards que compõem o chamado American Songbook. Os arranjos, mais uma vez, são de Lincoln Olivetti, coroando 11 anos de parceria com Manu e proporcionando a moldura para suas interpretações, que seguem se aprimorando a cada novo trabalho.

Vale citar a participação de Manu em dois programas emblemáticos no cenário da música brasileira, em 2009: Sr. Brasil, apresentado na TV Cultura por Rolando Boldrin, grande divulgador da música de raiz brasileira, e o tradicional programa de rádio O Samba Pede Passagem, de Moisés da Rocha, há décadas no ar.

Mané mandou é o trabalho mais dançante e pop de Manu – e ninguém melhor que o mestre Lincoln Olivetti para criar arranjos com essa pegada, interpretados por uma banda que inclui um sexteto de metais. Manu lançou o disco em 2012, depois de uma temporada no exterior como pesquisador na área médica – mas sem deixar a música de lado, aproveitando para participar do Festival das Águas de Berlim, em 2010, e ainda tendo o álbum Ta shemá divulgado reiteradamente no programa Radio DeLuxe, de John Pizzarelli e Jessica Molaskey, nos Estados Unidos.

O álbum Ta shemá – expressão judaica que significa “vem ouvir” – tem como base um repertório de canções inéditas, concebidas originalmente no formato “voz-e-violão”, aqui oferecidas à livre leitura de Lincoln Olivetti, Jacques Morelembaum, Dori Caymmi, Luiz Brasil e André Mehmari, grandes arranjadores que as enriqueceram com seus estilos diversos.

Comemorando 10 anos de carreira, Manu lançou, em 2008, o DVD A Lente do homem, seu primeiro registro ao vivo. Com repertório tirado dos quatro álbuns lançados até então, acrescido de algumas inéditas, o show contou com a direção musical e a viola de Fabio Tagliaferri, parceiro desde o primeiro CD, e com uma banda de primeira linha, com Adriano Busko (percussão), Ubaldo Versolato (sopros), Mario Manga (voz, bandolim, violoncelo e guitarra) e Sérgio Bártolo (baixo) além de diversas participações especiais. Dirigido por Déo Teixeira, o DVD ainda traz um making of e diversos e saborosos “extras” com participações do mestre Antonio Candido de Mello e Souza – também parceiro em Poesia e Prosa –, Dori e Danilo Caymmi, Germano Mathias, Mateus Aleluia (gravado no Recôncavo Baiano) e Luiz Tatit.

Gravado em Salvador, no estúdio Ilha dos Sapos, no bairro do Candeal, com Alê Siqueira na produção, o CD Grandeza é marcado pelo diálogo entre percussionistas e pelas letras que falam das florestas e dos índios – que Manu, como médico e filho de antropóloga, conhece bem. Novas e notáveis parcerias, com Luiz Tatit em Bustrofédon (o maior palíndromo da MPB, inexplicavelmente ignorado pelo Guiness Book of Records…), Mateus Aleluia e, mais uma vez, Germano Mathias. Em Grandeza iniciou-se a colaboração com o lendário Lincoln Olivetti, que duraria 11 anos, com os arranjos para A Dança e Arapuca.

Danilo Caymmi esteve presente novamente no terceiro álbum de Manu, O Patriota, como coautor de todas as faixas, tornando-se desde então parceiro constante. Em Pedir pra Voltar, Dori Caymmi se juntou ao irmão para compor e interpretar a música que recebeu letra de Manu e ainda a grande voz de Nana Caymmi, num dos pontos altos desse disco produzido por Swami Jr. e Fábio Tagliaferri, que também passaram a fazer parte do brilhante time de parceiros que acompanham Manu Lafer em sua trajetória autoral.

O gosto de Manu pelo trabalho em parcerias se confirmou no segundo álbum, Doze Fotogramas – agora como Manu Lafer –, tendo como parceiros nada menos que Danilo Caymmi, José Miguel Wisnik e Mônica Salmaso. A produção foi de Alê Siqueira e Leandro Bomfim, que já haviam produzido tambémBaião da Flor.

O primeiro CD de Manu Lafer, Baião da Flor, foi lançado em 1998. Na verdade, foi lançado por Manu Mindlin – esse era então seu nome artístico. Aliás, falando em nomes, nesse trabalho Manu já contava com um de peso a seu lado: Germano Mathias, o grande sambista, verdadeiro símbolo da música paulistana e interlocutor frequente. Esta viria a ser uma característica marcante em seu trabalho: a presença de parceiros do primeiro time da música brasileira, que Manu sempre reverenciou e que reciprocamente o reconhecem.

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