Manu Lafer

Músico e Compositor

bio

Manu Lafer Iniciou a gravação de seu primeiro CD, Baião da Flor, em 1997, mesmo ano de sua graduação em medicina, após ensaiar e apresentar-se, a partir de 1995, com um trio. Lançou o CD no ano seguinte pelo selo Palavra Cantada, de Paulo Tatit e Sandra Peres, com distribuição da gravadora Eldorado, começando oficialmente a sua carreira.

Foi inspirado e influenciado pela discoteca materna (“lá só havia música de qualidade”, no dizer da cantora Marlui Miranda), mas também, como todos nós, pela tradição e pelo poder de atração da música brasileira

Manu está entre os raros estilistas da composição, e é adepto de experiências e variações que justificam a quantidade e a inquietude de seus álbuns. Suas canções são autorais na harmonia, inventivas nos ritmos, com melodias de aparente simplicidade, mas cativantes e de fácil retenção, apoiadas na tradição do passado, dos chamados cantores do rádio.

A canção nacional se afirmou e incorporou samba, baião, marcha, foxtrotes, boleros, sambas-canção e outros estilos, que viraram motes sempre renovados e reabordados nas criações do autor, também fã do cancioneiro norte-americano (musicais, big bands, filmes, rádio, jazz e pop do final dos anos 50 até os anos 70), e que, portanto, se define musicalmente como um panamericano.

A carreira de médico pediatra está baseada na UNIFESP (antigamente conhecida como Escola Paulista de Medicina) e inclui um doutorado em pediatria; passagens como pesquisador na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e na Food And Drug Administration (FDA), em Maryland; atuações em Saúde Indígena, Vacinação, Virologia, Saúde de Família e Comunidade; e colaboração com o Centro Assistencial Cruz de Malta, com o Ministério da Saúde e com o Hospital Israelita Albert Einstein, onde atualmente é pesquisador. Apesar de instado a escolher entre as duas carreiras, Manu optou por ignorar o “dilema”, tendo tido a sorte e a obstinação de ter a atividade musical impulsionada pela carreira que deveria ter sido um trade-off, o mesmo aplicando-se à desafiadora carreira de médico. No seu dizer, procurou desde muito jovem evitar duas coisas na vida: tornar-se um músico amador e tornar-se um músico profissional.

Em hebraico bíblico, a canção – shir –, denota um ciclo (como a cantiga de roda, ou a vontade de cantar novamente), e ao mesmo tempo uma impressão, um resíduo (no dizer de Irving Berlin, “the melody lingers on”), uma vivência. Talvez sejam esses os caminhos da música, para crianças e adultos em busca de alegria. Manu agradece a tantos e especiais parceiros, colaboradores e incentivadores.

Formação: estudou violão com Luiz Tatit, sua maior influência, Cezar Mendes Nogueira (sobrinho de Paulinho Nogueira) e Ítalo Perón; canto com Ná Ozzetti, Fernanda Gianesella e Wagner Barbosa (certificado em speech level singing).

Discografia: desde Baião da Flor (1998) a Frum (2019) são 20 cds/streamings autorais e como intérprete do cancioneiro brasileiro, americano e uma incursão pelo judaico. Nessa discografia estão incluídos os com os convidados Danilo Caymmi, Mateus Aleluia, Luiz Brasil, Germano Mathias, Swami Junior, Howard Alden, Dori Caymmi, Jack Wilkins, Maude Maggart, Ehud Asherie, Bucky Pizzarelli e Ken Peplowski. Também lançou o dvd ao vivo A Lente do Homem (2008) com direção do parceiro musical Fabio Tagliaferri e o dvd The Word (2017) que acompanha o cd homônimo.

Parceiros: o mais constante, Danilo Caymmi, fez contato com Manu após assisti-lo em um programa de televisão (Sem Censura, apresentado por Leda Nagle); também compôs com Luiz Tatit, Dori Caymmi, Toninho Horta, Fabio Tagliaferri, Guilherme Wisnik, Alexandre Barbosa de Souza, Bruno Giovannetti, Jack Wilkins, John Pizzarelli, Sandro Albert  e outros. É colaborador e admirador dos sapateadores e educadores Steve Zee, Kika Sampaio e Susan Baskerville.

Produtores: quase toda a sua obra é assinada por Alê Siqueira (Os Tribalistas), com um dvd assinado por Deo Teixeira, outro por este e pelos premiados diretores Juliano Salgado, Stefano Capuzzi e Filippo Capuzzi e um cd assinado por Swami Jr (Omara Portuondo) e Fabio Tagliaferri e também tem trabalhos produzidos por Sandro Albert.

Arranjadores: colaboração mais extensa com Lincoln Olivetti (por 11 anos, com assinatura de produção e arranjos em dois álbuns completos), Jaques Morelembaum, Luiz Brasil, Dori Caymmi, Andre Mehmari e Jetter Garotti Jr. Nos show é dirigido por Fabio Tagliaferri desde o lançamento de seu primeiro cd. Como violonista, tem dois trabalhos com arranjos de referências internacionais, um com o duo Swami Junior (7 cordas brasileiro) e Howard Alden (guitarra de 7 cordas e banjo), Trip The Light Fantastic, deste com Jack Wilkins (npela primeira vez juntos em estúdio) Nobody But You e com Bucky Pizzarelli, Buckskin e outro com o violão do maestro Dori Caymmi, tendo seus colaboradores Ehud Asherie (piano) e Warren Vaché (trompete), além do clarinetista e saxofonista Ken Peplowski, que participa de 3 álbuns e é convidado, produtor e arranjador de um quarto.

Intérpretes: foi gravado por Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Dori Caymmi, Ná Ozzetti, Mateus Aleluia, Germano Mathias, Karina Zeviani, Mariana Bernardes, Monica Salmaso, Cris Aflalo, Josyane Melo, Marcelo Pretto, José Miguel Wisnik, Darryl Tookes e Jeanne Gies, Maude Maggart e John Pizzarelli e Branca Lescher.

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